É interessante o debate sobre o belo. Poderia até dizer mais, o belo está sempre nos nossos julgamentos, na mediocridade da vida cotidiana.
Porém gostaria de tecer alguns pensamentos de afronta ao belo. A começar pela velha pergunta filosófica, o que é o belo? O belo vai variar de pessoa a pessoa; só isso já demonstra que o belo não existe, ele é um julgamento pessoal, que perpassa a história do indivíduo e toda a construção do seu pensamento.
O que mais me espanta no julgamento para se achar o belo, é essa sociedade do espetáculo, ou do spectrum, do espelho; onde o mais importante não é ser você mesmo mas copiar alguem ou alguma coisa.
O espelho só reflete, e a sociedade tem feito isso com relação ao belo, o que se vende desenfreadamente nas lojas; nas tendências PRIMAVERA-VERÃO, OUTONO-INVERNO; é isso que importa para que alguem esteja encaixado no belo.
Contudo deixo a minha contribuição filosófica. A pessoa que nasceu bela, teve oportunidade de escolher todas as suas características ? Seu nariz, olhos, boca, pernas, cabelo? Se ela não pode alterar o rumo desta escolha, será mesmo que isso é ela? Ou apenas aparência de ser ela? Subjetivo, ou aparencial ? Será mesmo que o ser humano está tão limitado ao seu fisico, ou a moda ?
Creio que o ser humano é aquilo que ele pode alterar, transformar, escolher, revolucionar. Então a beleza é mediocre; pois coloca as pessoas na medianidade com relação as suas escolhas. E além de ser ela mediocre, ela é volúvel; por exemplo o óculos Ray-Ban, que se usava a 2 décadas já não se usa mais, ou seja ela está ultrapassado. Isso apenas mostra como ela é volúvel.
Se preocupe sempre com o nômeno e não com o fenômeno, com a essência e menos com a aparência.
A mediocridade e a volubilidade da beleza!
25 setO quase!
13 julTexto de Luis Fernando Veríssimo.
Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bom dia”, quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu. (Versíssimo)
Os tropeços do discurso!
26 junNestes ultimos dias tenho pensado acerca dos discursos, e tenho reparado como ele é indutor e mal-feitor nas opniões das pessoas.
Começaremos por falar um pouco acerca dele, que tem como foco principal ludibriar. O discurso tem na sua base principal o jogo de palavras para convencer o ouvinte dos fatos, que devem ser entendidos como verdades absolutas. A partir deste foco, não apenas os políticos como várias áreas da vida em sociedade, utiliza deste método para ver no outro erros, e afirmar acertos de determinados grupos.
Ao refletir sobre esses fatores do discurso comecei então a analisar o que na minha vida é um discurso, e fiquei triste ao saber que na verdade inumeras coisas se tornaram discursos, com tentativa de convencimento em favor de determinadas ideologias. Isso é um pouco comprometedor, pois estou jogando “sujo” comigo mesmo, me expondo no meu blog; porém esconder verdades não é algo característico da minha índole.
Prosseguindo no discurso, acredito que o ser humano precisa aprender a viver os discursos, para que a vida em sociedade possa sofrer transformações sensíveis.
Um exemplo que eu gosto muito é o amor, que para Lacan é apenas um discurso, porém pra mim ele é muito mais que isso. Ao definir o amor como palavras Lacan coloca de lado uma humanização através do amor, seja ela para vangloria própria ou não. O amor não se limita em palavras, por isso acredito que nele está o caminho da vitória do discurso.
Pensar no outro e nas suas atitudes, deixando de lado pensamentos formados, do como ou quando devemos agir.
CUIDADO O DISCURSO ESTÁ DENTRO DE VOCÊ!